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Renault 4L faz 60 anos em 2021

(créditos: Renault)

O Renault 4L é um ícone, um carro mítico. Este ano, em agosto, assinala 60 anos de existência. Por isso, estão programadas atividades da marca gaulesa ao longo de todo o ano.
Deste modelo francês foram vendidos ao longo dos anos em que foi produzido mais de 8 milhões de unidades em mais de 100 países.
(créditos: Renault)


Tudo começou no dia 3 de agosto de 1961 quando foi apresentado o Renault 4L. Acomodava bem 4 passageiros em bancos simples e o espaço para bagagem podia chegar a 950 litros sem assentos traseiros. Tinha um motor de 4 cilindros, caixa de 3 velocidades em linha e 603 cm3. A potência de 20 cv às 4.700 rpm permitia velocidade máxima de 95 km/h.
O capô abria-se de trás para a frente e a suspensão era independente nas 4 rodas, com barras de torção em ambos os eixos.
Apresentava o primeiro sistema de refrigeração selado do mundo, que evitava a perda e consequente reposição do líquido de refrigeração.
Tinha um velocímetro e um marcador de combustível, e o retrovisor no centro do painel do habitáculo.
No ano seguinte foi lançada a versão Super. O motor evolui para 747 cm3 e 27 cv. As velocidades também são alteradas e passam a 4. Como consequência, a velocidade máxima atingia os 100 km/h.

500 mil unidades
(créditos: Renault)


Em 1964 o Renault 4L atingiu as primeiras 500.000 unidades matriculadas.
Em 1965 surge a versão Fourgonette com mais capacidade de carga. Para o efeito, a parte traseira era mais alta e mais larga. Podia optar-se por porta traseira de abertura lateral ou vertical bipartida.
Neste ano chegou também a versão Parisiénne, criada em parceria com a revista feminina Elle. Tinha aos lados uma pintura quadriculada escocesa, vermelha e preta, ou com tons bege e preto. Os bancos dianteiros eram individuais.
O motor passou para 845 cm3 e 34 cv. A velocidade máxima chegava aos 115 km/h. Um ano depois o Renault viu alterada a parte frontal, mais moderna e a ocupar toda a largura.

O primeiro milhão em 1966

No início de 1966 chega o primeiro milhão de unidades matriculadas.
Na década de 70, em 1975 o Renault 4L volta a ser mexido e surge com um novo para-choques e nova alteração na grade fronte que surge retangular. O painel, com acabamento quase todo preto, era maior e mais seguro, com proteção de borracha.
Os bancos estavam mais anatómicos, confortáveis e com encostos para a cabeça.

O carro 5 milhões

Em 1977 chega ais 5 milhões de unidades produzidas, a confirmar o sucesso.
Anos mais tarde, em 1982, aparecem travões dianteiros de disco e um motor de maior cilindrada, que equipava uma nova versão denominada GTL, com 1.108 cm3, 34 cv às 4.000 rpm e velocidade final de 122 km/h.
Em 1991 existiam as versões TL, GTL e GTL 4x4, com tração nas quatro rodas.

O adeus
(créditos: Renault)


Devido às normas anti-poluição, deixou de ser vendido em França a partir de 1993. Na primavera de 1994, a linha de montagem de Casablanca terminou a produção do R4, com a série Bye-Bye.
Aos 33 anos, depois de uma vida útil e bem-sucedida, deixavam de sair de fábricas novos veículos ficando-se pelas 8.135.424 unidades produzidas.



Curiosidades nos ralis
(créditos: Renault)


Em 1969, os irmãos Marreau queriam estabelecer um recorde entre a Cidade do Cabo e Argel (recorde estabelecido em 1971 no Renault 12 Gordini), e empreenderam uma viagem de reconhecimento no Saara, a bordo de um Renault 4.
Alguns anos depois, está a bordo de um Renault 4 que se encontram no início de um rali de um novo tipo, uma corrida de vários milhares de quilómetros que começa em Paris e termina em Dakar.
Subiram para o 3º lugar em 1980, graças ao seu Renault 4 impulsionado por um motor Renault 5 Alpine GR2 e equipado com um tanque de 140 litros.

O Paris Dakar tornou-se uma lenda, os irmãos Marreau, heróis, e o inteligente Renault 4, o símbolo de um rally onde os amadores ainda podiam derrotar as equipes oficiais.


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