1987, Citroën 2CV - BJ-31-77
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| (Carlos Luís Freitas Pereira) |
Este automóvel integra a lista dos veículos que se associam, nos “Clássicos na Magnólia”, aos 75 anos do lançamento de modelos de várias marcas, em 1948.
A sigla CV que faz parte da denominação desse modelo vem de "cheval fiscal" ou potência fiscal, uma unidade usada para taxar o veículo. Apesar de estar relacionada, entre outros fatores, à potência do motor, a sigla CV, nesse caso, não expressa a potência real do motor.
A criação do 2CV deve-se ao engenheiro francês Pierre Jules Boulanger, que começou o desenvolvimento do TPV (acrónimo em francês de Toute Petite Voiture, em português Veículo muito pequeno), e foi presidente da Citroën até o final de 1934, quando a família Michelin tomou o controle da empresa.
Os criadores (que tinham trabalhado na criação do Traction Avant), sob a direção de André Lefèbvre e do italiano Flaminio Bertoni, responsável pelo desenho da carroçaria, puseram mãos à obra no projeto TPV (Toute Petite Voiture) para desenvolver aquele guarda-chuva com 4 rodas, forma irónica com a que se batizaram os primeiros 2CV.
Em 1939 fabricaram-se 250 protótipos (naquele tempo ainda refrigerados a água) do TPV.
Durante a ocupação alemã de França na segunda guerra mundial foi decidido manter o projeto em segredo. Além disto, toda a produção desde o início da guerra foi destinada para a construção de carros de combate da marca Renault. Qualquer tentativa de continuar a produção de protótipos seria impossível, e mais, considerando o perigo de que os alemães utilizassem o projeto para seus próprios fins.
A 8 de outubro de 1948, no Salão do Automóvel de Paris, foi mostrado, finalmente, pela primeira vez, a versão do TPV tal como se conhece hoje em dia, com um motor bicilíndrico refrigerado a ar de 375 cc e uma potência de 9 CV. Já no seu primeiro aparecimento público, o automóvel causou ao mesmo tempo admiração e riso. Diz-se que um jornalista norte-americano, ao ver pela primeira vez o Citroën 2CV, perguntou: "E onde está o abridor de latas?".
Os últimos modelos do 2CV foram produzidos em Mangualde, Portugal, no dia 27 de julho de 1990.
O 2CV teve também um lugar de destaque nas famosas Aventuras de Tintim de Hergé no livro O Caso Girassol ao ser conduzido pelos detectives Dupond e Dupont. O mais carismático e acarinhado modelo da Citroën de todos os tempos fez ainda parte de uma edição especial dos chocolates da Côte d'Or que juntava as personagens das Aventuras de Tintim a vários modelos da Citroën.
No filme Madeline, a freira Senhorita Clavel dirige um Citroën 2CV, e inclusive é com este automóvel que ela, no clímax do filme, enfrenta os vilões sobre uma ponte numa espécie de jogo da galinha entre veículos.
Na série de filmes “A Pantera Cor-de-rosa”, o inspetor Clouseau (personagem principal), interpretado por Peter Sellers, possui um Citroën 2CV modificado, apelidado de “Silver Hornet”. O veículo aparece no filme “A Vingança da Pantera Cor-de-rosa”, de 1978.
Ficha Técnica
Ano: 1987
Marca: Citroën
Modelo: 2CV
País: França
Matrícula: BJ-31-77
Motor: 375 cc
Caixa de velocidades: 4
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| (Carlos Luís Freitas Pereira) |


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